Ontem de manhã, seguia para o trabalho, quando fui sobressaltado com uma notícia. O nosso ministro das finanças, Teixeira dos Santos, vinculava aos jornalistas que Portugal não precisava de mais estradas e que muito dificilmente alguma estrada seria construída nesta legislatura. Nesse mesmo dia, á noite, o mesmo anúncio na televisão.
Apesar de compreender que em tempos de crise devemos cortar naquilo que é ou possamos considerar supérfluo, dando primazia à saúde, à educação, ao restabelecimento da economia e acima de tudo ao combate do desemprego. Existem projectos rodoviários, no âmbito da nossa região, que são potenciadores de investimento, de postos de trabalho e acima de tudo…uma questão de justiça para com outras zonas do nosso país mais bem apetrechadas de redes viárias. Estou-me a referir ao IC31 e ao IC6, o primeiro liga Espanha á região da Beira Baixa e ao resto da nossa rede viária através da A23 e o segundo liga a Cova da Beira a Coimbra pela Serra da Estrela, reduzindo o tempo de viagem em aproximadamente, uma hora e meia.
Entendo que nestas coisas dos cortes da despesa, não se possa cortar a direito…é necessário verificar caso a caso, ponderar cada projecto, as mais-valias que possa produzir contrapondo com o investimento a realizar. Caso contrário corremos o risco de essas decisões, tomadas a direito, poderem levar a injustiças e provocar danos irreparáveis a regiões que já se encontram numa situação extremamente difícil.
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