segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Covibus...finalmente!

Após quase um ano, de uma série de datas e apresentações anunciadas e realizadas, importa assinalar a data em que os, há muito desejados, autocarros novos da Covibus começaram a circular na Cidade da Covilhã.

Faço votos que agora que a questão dos equipamentos parece estar resolvida, a referida empresa comece a centrar a sua actividade nos utentes e na melhoria do Serviço prestado, fazendo face as suas constantes queixas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O Carnaval da Madeira

Estou deveras estupefacto com os últimos acontecimentos políticos nacionais… O impasse político em torno da lei das finanças regionais mostra o quão jovem e imatura é a nossa democracia e como necessitamos de tempo e de experiência para aprendermos todos a governar em minoria.

O PSD por imposição do Sr. da Madeira, fincou o pé a dizer que quer umas “migalhas” a mais (segundo o seu líder parlamentar) para aquela região autónoma, o CDS-PP faz o papel da “ONU” (segundo o seu líder) medeia o conflito ora piscando o olho para o lado ora para o outro sem ter a coragem de se assumir, o BE e o PCP ávidos a criticar a existência do offshore daquela região, o défice democrático que aí se vive diariamente e o despesismo do Sr. da Madeira, são os primeiros a concordar com este reforço orçamental e aumento da capacidade de endividamento por entenderem tratar-se de uma questão de “justiça”… Como se fosse possível justificar a atitude de: “Para que lado é que vai o Governo…então nós estamos contra!”

Meus senhores, tenham juizinho e não brinquem connosco! É justiça um cidadão do continente pagar mais 6% de IVA do que um cidadão da Madeira, é justiça estarmos a por em causa a estabilidade de um Governo por causa de um reforço à segunda região mais rica do nosso País, é justiça continuarmos a financiar um governante que em dez anos colocou a Madeira com uma divida de 1.200 milhões de euros, 600 milhões só nos últimos 3 anos, é justiça aumentarmos verbas e limites de endividamento quando em todos os sectores da Sociedade cortamos a direito, estradas, salários, etc… Na minha opinião Não!

Entendo que Governar para além de cumprir o programa pelo qual se foi eleito é também saber tomar decisões difíceis tendo em conta as circunstâncias e a informação disponível, decisões essas, que por vezes vão contra os interesses deste ou daquele político, classe profissional, lobby, empresa, sindicato, etc… em prol do bem comum. O Governo não está a fazer chantagem, não está a ser irredutível, apenas não abdica de um princípio…o princípio da Justiça.

Não podemos pedir contenção nas despesas, congelar salários, suspender obras há muito desejadas e depois só porque os restantes partidos da oposição tem a maioria na Assembleia e pretendem defender os interesses de uns poucos em detrimento de muitos, fazer tábua rasa daquilo que se vem dizendo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Jornalismo, ética e o Sindicato

A semana que passou o Correio da Covilhã (CC), impresso com o Jornal do Fundão, trazia notícias que dão conta da normal acção das forças vivas da nossa cidade. A normal acção das colectividades, e dos seus actos eleitorais vinha reportada nas páginas do dito jornal como se pode verificar nas imagens que apresento. Umas notícias com direito a fotografias dos visados, outras nem por isso, umas maiores outras mais pequenas, certamente em função da importância das associações e do estrito interesse... jornalístico. Os meus caros conterrâneos verão, pelo destaque que foi dado a cada uma das associações, que no entender do CC e de quem o dirige que por exemplo o Grupo Humanitário de Dadores de Sangue da Covilhã terá, no entender dos editores do CC menos importância que a Banda da Covilhã ou que o Oriental de São Martinho. Certamente para os que infelizmente se acham na necessidade de receber sangue de outrem a história já será diferente! Importância é importância e o CC dá-a a quem quer. Bem, mas necessidades à parte, vemos também que o eleito Presidente da Banda será uma figura mais destacada e importante que o Presidente do Oriental de São Martinho, já não falando da Presidente do já por si menor Grupo Humanitário de Dadores de Sangue da Covilhã.



Analisando isto agora de uma forma um pouco mais exaustiva, veremos que o Presidente da Banda da Covilhã é pessoa mais próxima do poder na cidade, não tivesse sido ele candidato à perdida Junta de Freguesia da Conceição. Talvez por isso seja mais importante para o Correio da Covilhã – é uma figura da política da cidade. Mas analisando desta mesma perspectiva, política, parece-me que o facto, não referenciado na notícia em anexo, de a lista que perdeu as eleições no Grupo Humanitário de Dadores de Sangue por 70 votos contra 43, incluir entre os seus candidatos o vereador Paulo Rosa e o Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, seria certamente digno de grande registo. O Vereador que tem o pelouro do associativismo perde umas eleições para uma associação da cidade e ao CC não lhe parece digno de registo? Podemos disto concluir uma de duas coisas:

  • o CC não tinha essa informação e portanto os seus editores não a podiam publicar. Seria incompetência do CC? Tendo em vista a forte presença de jornalistas no acto eleitoral esta hipótese era manifestação de uma grande incompetência. Recordo a este propósito o artigo do articulista Romão Vieira a respeito dos candidatos a Presidente de Câmara em que se queixa de não ter podido contactar os responsáveis do PS. Pergunto-me se neste caso não deveria (O CC claro está) ter sido igualmente diligente, isto é, deveria ter contactado o Presidente da Câmara e pedir-lhe um comentário à derrota de um seu Vereador nas eleições para uma associação importante da Covilhã? Certamente que Carlos Pinto estará a pensar qual a razão para se andarem a meter nisto? Um dia falaremos disso, e da leitura óbvia que se faz.

  • Segunda hipótese o CC tinha essa informação e não a quis veicular. Bem isto é um pouco mais grave que a hipótese anterior. Isto demonstraria que o CC, seja a que nível organizacional for, é de facto um actor na cena política com interesses que defende, e não apenas um espectador da mesma. Recordando a notícia a respeito de Mário Crespo que ouviu dizer alguém que ouviu dizer num restaurante.... pergunto eu onde anda o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas? Como dizia o Henrique aos três anos: 'Num ta cá'!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Liberdade de imprensa!

Por princípio entendo que qualquer Estado democrático, que honra o sistema político sobre o qual está fundado, deve defender acerrimamente a liberdade de imprensa. Olho para a classe jornalística de uma maneira geral com um profundo respeito, entendo o seu trabalho como uma missão… Olho para esses homens e mulheres como defensores desse prezado pilar chamado liberdade. Fico triste quando vejo o interesse de poucos ou de um indivíduo sobrepor-se ao bem comum, quando, por manigâncias várias, o interesse jornalístico fica subjugado ao interesse económico…perdemos todos!


É indubitável que no nosso tempo a informação, é poder! E quem veicula essa informação para os vários meios exerce esse poder. Ora também sabemos que com um grande poder vem uma grande responsabilidade. A responsabilidade de averiguar a veracidade dos factos, de confirma-los, de possibilitar aos envolvidos ou aos visados dar a sua versão dos acontecimentos…

É por isso que não posso deixar de comentar este último episódio rocambolesco que veio hoje para a praça pública envolvendo o jornalista Mário Crespo e vários elementos da governação. Não pretendo por em causa a legitimidade da notícia, das fontes utilizadas ou da forma como esse registo foi recolhido, aquilo que coloco em causa é se existe matéria de facto para uma Noticia. Quantos de nós em conversas entre amigos, colegas de trabalho ou simples conhecidos não tivemos desabafos mais ou menos agradáveis sobre este ou sobre aquele, sobre o chefe, sobre aquele funcionário, sobre aquele agente da autoridade, inclusivamente sobre o Primeiro-ministro. Imaginemos essas palavras ouvidas pela mesa ao lado e tiradas eventualmente fora do contexto! Pois é, das palavras aos actos ainda vai uma grande diferença.

É necessário conviver com a crítica, quer a publica quer a velada… porque qualquer uma das duas existe. No artigo de opinião publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro apenas condeno o processo de intenções que se segue ao relato do episódio, uma vez que todos os casos relatados não são sustentados em qualquer prova factual de que haja tentativas conspirativas de silenciar a comunicação social.

Por último, enaltecer a atitude responsável do Director do Jornal Noticias